sigo fazendo o que não deveria fazer (tecendo palavras tortas quando agora é hora das palavras retas)
eu me perdi das palavras retas, não sei onde coloquei o último ponto final (onde foi parar a évelin da guerra, dos paulistas, dos emboabas?)
virou capitu!
esse ser totêmico que tem habitado meu corpo e só quer transgredir (voltar ao tempo em que causava frenesi em bisavô caduco)
transgredir e dizer que pedra é sorvete, e olhar pro céu e ver o que está lá só querendo ser visto!
capitu...
(ainda bem que palavras retas podem entortar e virar prolegômenos e palimpsestos, e bom que eu ainda posso ser o que bem quiser: Indiana Jones, Mutante, Vampira, Princesa, filha bastarda, irmã gêmea trocada na maternidade, professora, minha mãe, eu!)
Descobri que tenho poderes "naturais" (vou embarcar num yellow submarine)
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
mais do mesmo - divagações alucinadas para um que está pra lá pras bandas do sertão
parece que junta tudo no mesmo pacote: tpm e desapontamentos!
é um processo, sabe?! Um processo longo...
é sempre assim, acho que com quase todos... Em algum momento é preciso mudar! Em algum momento é preciso fazer o mundo girar...
Tô aqui, chorando, não sei se minhas mágoas, minhas tristezas, minhas raivas ou se é só TPM mesmo...
então resolvi selecionar minhas músicas preferidas e por pra tocar na vitrola eletrônica (porque isso já estava ficando muito melodramático). Além da minha querida Vanessa, meus Beatles, a poesia do Cordel e a Adriana (pra lembrar você), pus também uma música que diz dos momentos das esperas das lembranças. E como não sei se choro de saudade ou se é só TPM mesmo... resolvi te mandar parte da letra da música de uma banda que eu nem conhecia de uma série que eu sou viciada. A letra vai no final. E é isso, e seus olhos falam disso. Não de algo que está perdido, mas desse avivamente que eu quero reencontrar. Em seus olhos. Eu aqui, perdendo o último trem, buscando carona numa revoada de pássaros...
Enquanto eu escrevi passou minhas Beatles preferidas, da solidão das pessoas e do amor (meio brega, mas eu gosto do instrumental - e da letra também) - All you need is love! Agora começou a tocar minhas bachianas. Como não tenho a versão com a letra do Edu Lobo, ouço só Villa-Lobos (o que já é muita coisa). Mas gosto da letra: lá vai o trem com o menino... Tem outra do gênero que eu gosto, mas nunca acho pra baixar. É uma que diz que "é assim, bem barroco sou eu"...
Então começa o cordel (o amor é filme! eu sei porque sei muito bem como a cor da manhã fica!... a felicidade da dúvida a dor de barriga!) e anjos, meninas de aruanda, poemas pra se um dia sesse, óim que num vejo já faz tempo (umas 2 semanas, assim, mas parece mais)...
(tô começando a ficar melhor: culpa do cordel, de lisbela, do filme, do amor, da comédia, da luz, da dor de barriga e do mundo todo virando nós dois)
eu tenho certeza que é TPM, vai passar...
(terminando com meus hermanos e o amarante me contando que encontrou - como eu encontrei - e até na fila do pão sabem que eu te encontrei; então me diz o que é o sufoco, eu te digo o que é o sossego...)
Tanto clichê, deve não ser (e eu sigo essa onda e pego carona, pra te acompanhar)...
(o que eu mais queria era me entregar)
Missed the last train home
birds pass by to tell me that i'm not alone
well i'm pushing myself
to finish this part
i can handle a lot
but one thing i'm missing
is in your eyes
(...)
have you seen this film
it reminds me of walking down the avenues
well i'm washing my hands of attachments, yeah
i will land on the ground
but one thing I'm missing
is in your eyes
(...)
Fico por aqui, já alucinei demais!
é um processo, sabe?! Um processo longo...
é sempre assim, acho que com quase todos... Em algum momento é preciso mudar! Em algum momento é preciso fazer o mundo girar...
Tô aqui, chorando, não sei se minhas mágoas, minhas tristezas, minhas raivas ou se é só TPM mesmo...
então resolvi selecionar minhas músicas preferidas e por pra tocar na vitrola eletrônica (porque isso já estava ficando muito melodramático). Além da minha querida Vanessa, meus Beatles, a poesia do Cordel e a Adriana (pra lembrar você), pus também uma música que diz dos momentos das esperas das lembranças. E como não sei se choro de saudade ou se é só TPM mesmo... resolvi te mandar parte da letra da música de uma banda que eu nem conhecia de uma série que eu sou viciada. A letra vai no final. E é isso, e seus olhos falam disso. Não de algo que está perdido, mas desse avivamente que eu quero reencontrar. Em seus olhos. Eu aqui, perdendo o último trem, buscando carona numa revoada de pássaros...
Enquanto eu escrevi passou minhas Beatles preferidas, da solidão das pessoas e do amor (meio brega, mas eu gosto do instrumental - e da letra também) - All you need is love! Agora começou a tocar minhas bachianas. Como não tenho a versão com a letra do Edu Lobo, ouço só Villa-Lobos (o que já é muita coisa). Mas gosto da letra: lá vai o trem com o menino... Tem outra do gênero que eu gosto, mas nunca acho pra baixar. É uma que diz que "é assim, bem barroco sou eu"...
Então começa o cordel (o amor é filme! eu sei porque sei muito bem como a cor da manhã fica!... a felicidade da dúvida a dor de barriga!) e anjos, meninas de aruanda, poemas pra se um dia sesse, óim que num vejo já faz tempo (umas 2 semanas, assim, mas parece mais)...
(tô começando a ficar melhor: culpa do cordel, de lisbela, do filme, do amor, da comédia, da luz, da dor de barriga e do mundo todo virando nós dois)
eu tenho certeza que é TPM, vai passar...
(terminando com meus hermanos e o amarante me contando que encontrou - como eu encontrei - e até na fila do pão sabem que eu te encontrei; então me diz o que é o sufoco, eu te digo o que é o sossego...)
Tanto clichê, deve não ser (e eu sigo essa onda e pego carona, pra te acompanhar)...
(o que eu mais queria era me entregar)
Missed the last train home
birds pass by to tell me that i'm not alone
well i'm pushing myself
to finish this part
i can handle a lot
but one thing i'm missing
is in your eyes
(...)
have you seen this film
it reminds me of walking down the avenues
well i'm washing my hands of attachments, yeah
i will land on the ground
but one thing I'm missing
is in your eyes
(...)
Fico por aqui, já alucinei demais!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
a falta aumenta na ausência da palavra
e eu sou um ser impregnado de precisanças e porques intermináveis (incontáveis)
sei criar assim, no des-espero dessas noites sem palavras
(logo hoje que eu amarrei a lua com barbante pra ela não fugir da minha janela - só pra eu poder contar pra você)
era um dia sete, e era uma lua nova
fiapinho de lua como tá hoje
sou um ser impregnado de ausências
repleto de precisanças
urgente de palavras
urgente de diminuir a distância e a incerteza
(naufrago na certeza, é onde perco a dimensão de até onde sou - ou onde vou)
não caibo em minhas faltas constantes
é a dor da falta criativa
(eu não nasci das felicidades, eu me embriago com o vento pra fingir minha liberdade)
tenho dificuldade de estrelas e de infinito
(é disso que vem minha claustrofobia)
mas antes tenho medo de sentir (medo)
é um medo que antecede o medo
sigo sendo feita de nadas
e continuo a escrita em letras curtas diminuindo a cada vez
(já não me importo com as regras)
o vento foi pras bandas do sertão
palavras me fugiram essa noite (por isso prendi algumas nesse papel vertical)
minha embriguez fugiu de mim (até o fim do mês)
palavra alucinada em noites de lua (ou sem lua)
quando volta?
e eu sou um ser impregnado de precisanças e porques intermináveis (incontáveis)
sei criar assim, no des-espero dessas noites sem palavras
(logo hoje que eu amarrei a lua com barbante pra ela não fugir da minha janela - só pra eu poder contar pra você)
era um dia sete, e era uma lua nova
fiapinho de lua como tá hoje
sou um ser impregnado de ausências
repleto de precisanças
urgente de palavras
urgente de diminuir a distância e a incerteza
(naufrago na certeza, é onde perco a dimensão de até onde sou - ou onde vou)
não caibo em minhas faltas constantes
é a dor da falta criativa
(eu não nasci das felicidades, eu me embriago com o vento pra fingir minha liberdade)
tenho dificuldade de estrelas e de infinito
(é disso que vem minha claustrofobia)
mas antes tenho medo de sentir (medo)
é um medo que antecede o medo
sigo sendo feita de nadas
e continuo a escrita em letras curtas diminuindo a cada vez
(já não me importo com as regras)
o vento foi pras bandas do sertão
palavras me fugiram essa noite (por isso prendi algumas nesse papel vertical)
minha embriguez fugiu de mim (até o fim do mês)
palavra alucinada em noites de lua (ou sem lua)
quando volta?
domingo, 6 de julho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
intermináveis noites
Eu já disse como a noite escurece meus olhos? Parece que vai nublando a alma...
Sinto medo todos os dias; das 6 horas da tarde às 6 horas da manhã.
Sinto a noite ofuscando tudo.
A noite me aumenta pra solidão.
Da janela do meu quarto não vejo as estrelas (era pro céu me ampliar?)
As paredes me diminuem de temores.
A dor do nada nasce em noites escuras de céu desanuviado; da dor de estar só em noites de estrelas escondidas atrás da janela.
As espirais gotejam a falta; lágrimas no azul imenso do vermelho da aurora só podem trazer o dia.
As espirais foram feitas de aurora.
Sinto medo todos os dias; das 6 horas da tarde às 6 horas da manhã.
Sinto a noite ofuscando tudo.
A noite me aumenta pra solidão.
Da janela do meu quarto não vejo as estrelas (era pro céu me ampliar?)
As paredes me diminuem de temores.
A dor do nada nasce em noites escuras de céu desanuviado; da dor de estar só em noites de estrelas escondidas atrás da janela.
As espirais gotejam a falta; lágrimas no azul imenso do vermelho da aurora só podem trazer o dia.
As espirais foram feitas de aurora.
domingo, 1 de junho de 2008
de partida para lugar nenhum
é hora de sair de cena
junto meus cacos, recolho a cola (tudo na sacola)...
é hora de deixar ir, e ir...
nesse deixar e sair não há despedida, não há quem vá nem quem fica...
há o saber de ser deixado
(por mais que me tentem agarrar, me deixam ir)
não há despedida, não uma explícita despedida
há a palavra escrita que diz do que foi, do que sentiu e do que ficou
esse ficar das coisas sentidas
há esse pesar da dor de partir, partir sem nem sair do lugar
esse partir de um estado de inércia onde não há mais onde
(onde o horizonte se estreitou)
quando partir é por vezes significativo para uma das partes
(e a dor é apenas dela também)
esse partir noturno, de céu sem lua (que busca outra lua por hora que quer ser prolongada)
esse partir preciso e urgente, que já transgride a sanidade que falta
esse parte que é de um (eu sei, e a dor é de um, o um que foi único durante todo o tempo, a viagem, o processo, a construção do que nunca existiu)
o um construiu o irreal mais profundamente vivido (é o máximo de viver fora da vida, esse construir uma não realidade)
e a palavra que não quer sair, porque enfatiza o partir, porque diminui o um, porque deveria ser mas sempre se escondeu em poréns e "e ses"
relação
esse não estar constante, esse partir constante, essa dúvida constante
é hora de deixar a não relação, a anti-relação
já passou da hora (eu digo, sem "e ses", porque e se já me cansei, e se você nunca está, e se você não quer)
já passou, por hora, já passou
sem sair do lugar
(é apenas a confirmação do que já estava previsto no início do script)
junto meus cacos, recolho a cola (tudo na sacola)...
é hora de deixar ir, e ir...
nesse deixar e sair não há despedida, não há quem vá nem quem fica...
há o saber de ser deixado
(por mais que me tentem agarrar, me deixam ir)
não há despedida, não uma explícita despedida
há a palavra escrita que diz do que foi, do que sentiu e do que ficou
esse ficar das coisas sentidas
há esse pesar da dor de partir, partir sem nem sair do lugar
esse partir de um estado de inércia onde não há mais onde
(onde o horizonte se estreitou)
quando partir é por vezes significativo para uma das partes
(e a dor é apenas dela também)
esse partir noturno, de céu sem lua (que busca outra lua por hora que quer ser prolongada)
esse partir preciso e urgente, que já transgride a sanidade que falta
esse parte que é de um (eu sei, e a dor é de um, o um que foi único durante todo o tempo, a viagem, o processo, a construção do que nunca existiu)
o um construiu o irreal mais profundamente vivido (é o máximo de viver fora da vida, esse construir uma não realidade)
e a palavra que não quer sair, porque enfatiza o partir, porque diminui o um, porque deveria ser mas sempre se escondeu em poréns e "e ses"
relação
esse não estar constante, esse partir constante, essa dúvida constante
é hora de deixar a não relação, a anti-relação
já passou da hora (eu digo, sem "e ses", porque e se já me cansei, e se você nunca está, e se você não quer)
já passou, por hora, já passou
sem sair do lugar
(é apenas a confirmação do que já estava previsto no início do script)
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